São Paulo, 10 de julho de 2008 - Os usuários do navegador Firefox estão mais protegidos que os demais porque são os que mais fazem atualizações do sistema. Uma pesquisa do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça (Eidgenössische Technische Hochschule, em suíço) indica que 83,3% dos usuários do Firefox têm todos os patches de segurança instalados no programa, contra 65,3% do Safari, 56,1% do Opera e 47,6% do Internet Explorer (IE).
A pesquisa mediu o número de atualizações feitas pelos usuários dos navegadores citados para chegar ao grau de risco a que estão expostos por 18 meses (entre janeiro de 2007 e junho de 2008). A maior parte das infecções de diferentes tipos entram no sistema por brechas nos browsers sem atualização. O levantamento confirmou que os updates são as forma mais eficaz de fechar brechas do sistema.
De acordo com o estudo, as atualizações automáticas são muito mais eficientes do que as manuais. Quatro em cada cinco usuários do Firefox (que usa um sistema automático) atualizam seus softwares três dias em média, enquanto que os adeptos do Oper demoram 11 dias para ter metade da sua base colocada em dia. O navegador mais criticado foi o Internet Explorer, que faz os usuários esperarem um vez por mês para liberar o update.
Além da baixa regularidade da Microsft, os usuários contribuem também para a insegurança do programa porque não fazem os updates quando as companhias indicam. Quem ainda usa o IE6, por exemplo, está entre os atrasados a recomandação da Microsoft para fazer o upgrade para o IE7 cono extremamente importante para a segurança. De acordo com os dados da pesquisa, quase metade dos usuários ainda não havia feito o upgrade para a nova versão do navegador, lançada em outubro de 2006.
Como saída para os problemas apontados, os pesquisadores sugerem que os softwares deveriam ter uma espécie de “data de validade”. Eles acreditam que para melhorar a segurança na internet é necessário “alertar o usuário final sobre o risco que correm, mas sem tornar o processo [de atualização] mais complexo.
Para isso, os pesquisadores defendem a introdução de algum tipo de alerta visível permanentemente na interface gráfica dos softwares. Dar visibilidade à versão atual dos patches do programa também ajudaria o usuário a ter um controle dos updates que ainda devem ser feitos.
Mozilla
Os resultados dessa pesquisa refletem a diferença de postura entre Mozilla e Microsoft em relação às atualizações de segurança. No dia 02 de julho, a Mozilla revelou em seu blog de segurança que desenvolve um novo modelo de medição para a segurança do Firefox.
O propósito principal por trás disso é conseguir análises mais detalhadas sobre as falhas no processo de correção das brechas do navegador. Com isso, será possível identificar as etapas mais eficientes do processo para melhorar a qualidade do serviço, assim como, tornar a sua distribuição mais rápida e eficiente.
Copiado do seguinte link
http://alissoncpu.wordpress.com/2008/07/10/usuarios-do-firefox-estao-mais-seguros-que-os-demais-diz-pesquisa/


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